Pular para o conteúdo principal

Demorado

Eu fiz uma carta para o meu amor,
E nessa carta, explicitei toda essa dor.
Que dilacera meu pobre coração
Que sofre e espera, e é tudo em vão.

Talvez tudo o que falamos
O que sentimos e pensamos
Fora mera imagem montada
E tudo isso, para nada.

São meros devaneios
Tolos e sofridos anseios
Tornou-se uma doença
Essa de clamar por tua presença

Outros lábios eu beijei
Outros corpos, eu toquei.
Outros amores, eu tentei.
Veja só como eu errei

Pensei que fácil seria
Livrar-me dessa agonia
Dessa paixão que me sufoca
Que maltrata; que desloca.

Tentei esse amor findar
Tanto queria não me machucar
Mas era amor, e assim costuma ser.
Demorado... Para esquecer.

Postagens mais visitadas deste blog

Luz do presente. Presente do meu futuro.

Caminhando por um mar sombrio Procurando a luz enxergar Tropecei em pedregulho vil Entreti-me com o seu pisar Horas a obsoletar Pseudobrilho a desfalecer Desgaste, desgosto no olhar Contentamento com projetos de benquerer O genuíno estaria por vir O vosso, o meu... O nosso. O estado de apatia estaria a partir O meu, o nosso... O vosso. Claridade enfim encontrei Ondas brandas, de harmoniosa serenidade Encantada, teus lábios beijei Desejo, afeto, vontade. Não tens mais de mim em ti, se assim supor Pois somos hoje mais que o mesmo ser Acrescido de esplêndido e cândido amor Pintado de azul no amanhecer

Pedaços de mim

Sumir dentro de mim Inerente tristeza sem fim Almejando felicidade plena Diariamente me envenena Caixão e cadáver em seus devidos lugares A vida e a morte sublinhando pares Água saindo de sua devida fonte Futuro incerto e vista do horizonte Praguejo e desejo Nessa hora, teu beijo Conforta-me e me acalma Acalenta minh'alma Respira meu ar aflito Perfuma meu atordoado espírito Embeleza o amor Leve-me para onde for

Superação

Mundo virado Mentiras à parte Deite-me de lado Aprecie esta arte Aqui está a sobra Do retalhado coração O resultado de sua obra Em meio a tanta ilusão Aparentemente frágil Supostamente perfeita Talvez fosse mais ágil A dor que a ferida sustenta Destruindo-me por dentro Deixando-me sem voz Com a velocidade do vento E sua invisibilidade atroz O pesadelo acabou Ou apenas começara? O casulo desmoronou E desprotegida ficara Já é tempo de se fazer Aquilo que nos foi ensinado Superar, refazer O coração despedaçado.