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Luz do presente. Presente do meu futuro.

Caminhando por um mar sombrio
Procurando a luz enxergar
Tropecei em pedregulho vil
Entreti-me com o seu pisar

Horas a obsoletar
Pseudobrilho a desfalecer
Desgaste, desgosto no olhar
Contentamento com projetos de benquerer

O genuíno estaria por vir
O vosso, o meu... O nosso.
O estado de apatia estaria a partir
O meu, o nosso... O vosso.

Claridade enfim encontrei
Ondas brandas, de harmoniosa serenidade
Encantada, teus lábios beijei
Desejo, afeto, vontade.

Não tens mais de mim em ti, se assim supor
Pois somos hoje mais que o mesmo ser
Acrescido de esplêndido e cândido amor
Pintado de azul no amanhecer

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O sorriso da criança

A criança sorria, ria, sorria... Não entendia o motivo de tanta alegria Olhava ao redor, e percebia a escuridão Mas o claro, a criança via, e ria, sorria... Esse ingênuo som Essa doce imagem Assim como tudo o que é bom Como uma bela paisagem Era ver a criança rir, tão contente Era pensar que naquela mente Nada era indecente Nada era displicente Era uma criatura tão pura quanto a verdade E ao lembrar do mundo a maldade Uma lágrima de meu olho esquerdo caia... E a criança só sorria, ria, sorria...

Superação

Mundo virado Mentiras à parte Deite-me de lado Aprecie esta arte Aqui está a sobra Do retalhado coração O resultado de sua obra Em meio a tanta ilusão Aparentemente frágil Supostamente perfeita Talvez fosse mais ágil A dor que a ferida sustenta Destruindo-me por dentro Deixando-me sem voz Com a velocidade do vento E sua invisibilidade atroz O pesadelo acabou Ou apenas começara? O casulo desmoronou E desprotegida ficara Já é tempo de se fazer Aquilo que nos foi ensinado Superar, refazer O coração despedaçado.