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Falando em desalinho

Talvez lesse risos em teus choros outrora.
Quão louca sou por tanto te querer?
Devorando meus anseios na madrugada morna
Nessa angústia sigo de tua vida viver.

Esqueço de mim quando penso em ti,
Aqueço a mim quando te imagino.
Nessa contradição falo em desalinho
Como quem simplesmente não está em si.

Mas em mim não estou se tua vida persigo
Se da minha esqueço, neste caminhar.
E neste sufoco, crio um abrigo
Para o coração não se machucar.

E abrigo torna-se qualquer ombro amigo,
E a minha promessa de não mais pesar.
De não mais deixar o meu eu ferido,
De esquecer tão logo essa dor de amar.

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