Pular para o conteúdo principal

Inatingibilidade

O que pulsa na tua veia, a tua pálpebra sensível,
é este o meu amor, que me domina, inatingível.
O teu sangue escorre, por mim, por todos nós.
Tua boca, minha língua, teu sussurro, minha voz.
Temes que o amanhã não chegue, sentes frio, acoberta-te.
Pede meu manto natural, possuinte do meu bem e mal.
Tens a audácia de achar que todos sentem desejo por ti.
Quase como um sofrimento, todos sentem, na tua percepção, ao te ver partir.
Escondendo a amargura da solidão que te fere todas as noites - frias, vazias, sem destino certo.
E te recebe como uma mãe que aceita o filho prodígio, meu peito, todo aberto.
Tão seca é a tua saudação comigo.
Aflige-me e distorce meu libido.
Habituo-me com a tua imensurável beleza, com teu olhar calmo, proveniente de tantos mistérios.
Assemelho-o a Veneza, onde as águas estão mescladas, como o meu sentimento perante ao teu, diamante raro, de poucos minérios.
Assim, acomodada em apenas te desejar,
sinto de longe essa vontade que me corrói, de todas as noites te beijar.
E deixo nas entrelinhas o quanto amo cada detalhe pertencente a ti.
E deixas tão perceptível em tua vida, a falta de importância em eu nela existir.

Postagens mais visitadas deste blog

Luz do presente. Presente do meu futuro.

Caminhando por um mar sombrio Procurando a luz enxergar Tropecei em pedregulho vil Entreti-me com o seu pisar Horas a obsoletar Pseudobrilho a desfalecer Desgaste, desgosto no olhar Contentamento com projetos de benquerer O genuíno estaria por vir O vosso, o meu... O nosso. O estado de apatia estaria a partir O meu, o nosso... O vosso. Claridade enfim encontrei Ondas brandas, de harmoniosa serenidade Encantada, teus lábios beijei Desejo, afeto, vontade. Não tens mais de mim em ti, se assim supor Pois somos hoje mais que o mesmo ser Acrescido de esplêndido e cândido amor Pintado de azul no amanhecer

O sorriso da criança

A criança sorria, ria, sorria... Não entendia o motivo de tanta alegria Olhava ao redor, e percebia a escuridão Mas o claro, a criança via, e ria, sorria... Esse ingênuo som Essa doce imagem Assim como tudo o que é bom Como uma bela paisagem Era ver a criança rir, tão contente Era pensar que naquela mente Nada era indecente Nada era displicente Era uma criatura tão pura quanto a verdade E ao lembrar do mundo a maldade Uma lágrima de meu olho esquerdo caia... E a criança só sorria, ria, sorria...

Soquista, Sadoma.

Me sentia, indiferente Tornou-se tão ausente Inatingível, inalcançável De arrogância detestável. Meu sadomasoquismo Te amei além da vida. Coloquei-me em um abismo. Excluí-te seguindo a lida.